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A companhia que faz bem.

Águas do Bem

balneabilidade além do mar

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Publieditorial

Ciclo da água em Guarapari: da torneira ao retorno para o meio ambiente

Fotos divulgacao Cesan 3
ETE Meaípe. Fotos: divulgação/Cesan

A água está presente diariamente em nossas vidas e, por vezes, sua importância pode passar despercebida. No entanto, esse bem natural que mata a sede, garante nossos banhos e higieniza tudo ao nosso redor passa por um longo caminho antes de chegar devidamente próprio para o uso humano.

A água que chega às torneiras de Guarapari percorre um trajeto técnico e monitorado antes e depois de passar pelas residências. O ciclo começa na captação em mananciais, que podem ser rios, córregos ou lagoas.

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No Espírito Santo, a maior parte das captações ocorre em rios e córregos. A água é bombeada até uma Estação de Tratamento de Água (ETA), onde passa por processos físicos e químicos até atender aos padrões de potabilidade exigidos pelo Ministério da Saúde.

Segundo o diretor operacional da Cesan – Companhia Espírito-santense de Saneamento, Thiago Furtado, o controle é permanente. “Nós fazemos um monitoramento desde a captação lá dentro da estação de tratamento de água. São várias análises. E depois temos vários pontos nas cidades, onde a água é captada e levada ao laboratório para comparar com aquela água que saiu da estação”, explicou.

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Após o tratamento, a água segue para reservatórios e, em seguida, é distribuída às residências. Dentro das casas, ela é utilizada em atividades diárias e se transforma em esgoto doméstico — iniciando uma nova etapa do ciclo.

O passo a passo do tratamento do esgoto

O esgoto gerado nas residências é direcionado por redes coletoras até as Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). Em Guarapari, as principais estações (Aeroporto e Centro) trabalham com o sistema de lodo ativado, um processo em que bactérias “consomem” a sujeira do esgoto com a ajuda de oxigênio até que a água possa ser devolvida ao meio ambiente dentro dos padrões ambientais.

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Há também sistemas menores e mais compactos, chamados UASB, que fazem esse tratamento de forma diferente, sem uso de oxigênio, e são utilizados na estação de Meaípe.

Ao chegar à estação, o esgoto passa primeiro por um tratamento preliminar, com retirada de materiais grosseiros e areia. “Chega muito fio de cabelo, pedaço de brinquedo de criança, tudo o que pode ser descartado acaba chegando lá”, conta o diretor.

Depois dessa etapa, o esgoto segue para o tratamento biológico, onde bactérias consomem a matéria orgânica. Ao final, ele passa por desinfecção e é devolvido ao meio ambiente dentro dos parâmetros estabelecidos pelas resoluções ambientais. A Cesan realiza análises laboratoriais ao longo de todo o processo, inclusive antes e depois dos pontos de lançamento.

Além da devolução aos mananciais, a companhia avança em projetos de reúso da água para fins industriais, reduzindo a captação em rios e ampliando a eficiência ambiental do sistema.

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Ligações clandestinas e impacto nas praias

Guarapari tem hoje cobertura de esgotamento sanitário próxima de 80%, com expansão prevista para a região norte do município. A universalização é uma das metas previstas até 2033, com apoio de Parcerias Público-Privadas (PPPs).

Um dos principais desafios, segundo Thiago Furtado, é garantir que todos os imóveis façam a ligação correta à rede coletora. “Nada adianta investir milhões para ter um sistema eficiente se a população não se interligar”, afirmou.

Quando a ligação não é feita, há casos de esgoto direcionado irregularmente à rede de drenagem pluvial, que deságua diretamente no mar. A Cesan atua em conjunto com os municípios e com o Ministério Público, que detêm o poder de fiscalização e notificação.

O resultado desse trabalho conjunto é percebido na balneabilidade: atualmente, as praias de Guarapari estão 100% próprias para banho, índice que reforça a importância do saneamento para o turismo e para a economia local.

Mudança de hábito começa dentro de casa

Parte fundamental desse processo está no comportamento da população. O sistema de esgoto é projetado para receber apenas esgoto doméstico — e não resíduos sólidos.

“O fio dental, o cabelo e o óleo são os três maiores inimigos do sistema”, alertou o diretor. Segundo ele, esses materiais formam verdadeiras “buchas” que entopem redes e bombas. O descarte inadequado pode causar espalhamentos, mau cheiro e até retorno de esgoto às residências.

Entre as orientações estão:

  • descartar cabelo e fio dental no lixo, nunca no vaso sanitário;
  • não jogar óleo de cozinha na pia — o resíduo deve ser armazenado e encaminhado para reciclagem;
  • no caso de comércios, manter e dimensionar corretamente as caixas separadoras de água e óleo;
  • evitar o descarte de objetos, plásticos ou resíduos sólidos na rede.

“É um ciclo. Quando eu descarto errado, estou impactando a minha própria cidade. Pode ser o esgoto vazando na porta da minha casa ou prejudicando a balneabilidade das praias”, pontuou.

Do manancial ao mar, o caminho da água depende de infraestrutura, monitoramento técnico e responsabilidade coletiva. Em uma cidade turística como Guarapari, onde o mar é ativo econômico e patrimônio natural, o saneamento deixa de ser apenas serviço básico e passa a ser investimento direto em qualidade de vida e desenvolvimento sustentável.

Texto: Pedro Henrique Oliveira

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