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Projeto vai coletar resíduos e preservar a biodiversidade marinha em Guarapari

Reconhecida como Capital Nacional da Biodiversidade Marinha, Guarapari abriga uma das maiores diversidades de vida marinha do Brasil. Sob as águas do município vivem centenas de espécies de peixes, corais e tartarugas, além do maior recife artificial da América Latina. Essa riqueza natural é o foco central do Projeto Águas Limpas, do Instituto Topo do Céu, que busca reduzir o impacto do lixo que chega ao mar e fortalecer a conscientização ambiental da população. Lançado na última sexta-feira (6), no Morro da Pescaria, na Praia do Morro, a iniciativa tem parceria com a Samarco e a Prefeitura Municipal.
“A proposta do projeto Águas Limpas é retirar o lixo dos mangues e dos canais da cidade de Guarapari, cuidando da maior biodiversidade marinha do Brasil. O projeto nasceu com esse sonho”, afirmou o presidente do Instituto Topo do Céu, Ismael Rodrigues.

As ações incluem operações de limpeza em canais urbanos, trechos orla e manguezais; que frequentemente acumulam resíduos antes que eles alcancem o oceano; utilizando embarcações de pequeno porte, equipamentos de coleta e equipes dedicadas à recuperação ambiental.
Nesta primeira fase, a meta é remover até três toneladas de resíduos por dia. Após a coleta, os materiais passam por triagem e são encaminhados para associações de reciclagem, contribuindo para a economia circular e para a geração de renda de cooperativas e trabalhadores da área ambiental.
Além da limpeza
O projeto também prevê iniciativas voltadas ao reaproveitamento de resíduos, incluindo espaços para artesanato sustentável, incentivando o empreendedorismo comunitário e a criação de empregos verdes.
Outro eixo da iniciativa é a educação ambiental. O Instituto Topo do Céu pretende desenvolver ações em parceria com escolas, associações de pescadores e entidades locais, promovendo palestras, workshops e campanhas educativas sobre preservação dos ecossistemas costeiros.


A união que faz a diferença
Para o prefeito de Guarapari, Rodrigo Borges, iniciativas que unem poder público, iniciativa privada e sociedade civil são fundamentais para ampliar ações ambientais no município.
“É fundamental a parceria público-privada. O orçamento público é limitado, e quando a iniciativa privada participa, conseguimos envolver mais a sociedade e ampliar o alcance das ações. Esse projeto tem um impacto ambiental importante para nossa região”, destacou.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Vanessa Secato, também comemorou a união.
“Contar com ONGs e com a iniciativa privada é de grande importância, porque une forças para ampliar a preservação da nossa cidade, especialmente pela nossa biodiversidade marinha”, explicou.
O promotor de Meio Ambiente, Otávio Gazir, também destacou a relevância da iniciativa e seus impactos positivos na proteção da fauna marinha.
“Iniciativas como essa podem retirar grande quantidade de plástico e resíduos da água, o que ajuda a preservar a vida de muitas espécies, como tartarugas e outros animais marinhos”, afirmou.


Ainda segundo o promotor, o Ministério Público também pretende promover uma audiência pública para discutir a criação de equipamentos voltados ao ecoturismo e à preservação ambiental na Enseada Azul, no Morro da Pescaria e na região de Setiba.
A proposta é ouvir a população de Guarapari para entender quais projetos a comunidade gostaria de ver implantados, reunindo demandas e sugestões. Entre as possibilidades está a criação de um Parque Estadual Marinho na região, pauta que já foi levantada no passado.